Segundo ministro da Fazenda, investimentos estão crescendo a uma taxa de 10% ao ano.
Ao mesmo tempo, argumenta ele, a oferta de produtos cresce mais do que o consumo.
Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a elevação de preços registrada nos últimos meses é “localizada”, avaliou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
“O dado importante é o crescimento expressivo do investimento. No semestre, está crescendo 10,6%, o dobro do PIB [4,9%]. Isso permite um crescimento mais equilibrado, na medida em que aumenta a oferta. O crescimento do consumo das famílias foi de 5,9% no semestre. É boa, mas não exagerada. Não há exagero entre demanda e oferta. Isso comprova que a elevação de preços dos últimos meses está localizada em alguns alimentos. E não é inflação de demanda. Se deve à conjuntura específica [entressafra e aumento dos preços das commodities]“, afirmou Mantega a jornalistas.
Segundo ele, há uma “preocupação permanente” do governo com a inflação. Ponderou, entretanto, que a subida dos preços não é motivo para “preocupação maior”. “O governo tem uma preocupação permanente com a inflacão. Temos sido bem sucedidos no seu controle. Mas tem apenas alguns aumentos pontuais em alimentos. Não há nenhum processo generalizado de aumento de preços. O governo está sempre vigilante, mas não há nenhum motivo de preocupação maior”, disse o ministro da Fazenda.
- Crescimento sustentado
De acordo com análise do ministro Mantega, os dados do PIB, que mostram expansão da atividade há 22 trimestres consecutivos, configuram um ciclo de crescimento econômico. “Não se trata de expansão pontual e passageira. Já temos vários trimestres consecutivos, que configura ciclo de crescimento sustentado. Já temos o ciclo mais longo de crescimento das últimas décadas. É uma boa notícia. Mesmo porque o ciclo continua. O crescimento se dá de forma equilibrada e sustentada. Por isso, vai continuar. Se fosse desequilibrado, com inflação crescendo e pontos de estrangulamento, que não estão aparecendo até agora, teríamos que interromper o ímpeto de crescimento. Avaliamos que o ciclo pode continuar com essa velocidade”, concluiu.
Fonte: Portal G1